COLPOSCOPIA

O que é Colposcopia

Colposcopia é um exame realizado pelo ginecologista especializado em Patologias do Trato Genital Inferior.

Ele observa a vulva, a vagina e o colo do útero através de um colposcópio, que nada mais é do que uma grande lente de aumento com iluminação própria, que permite avaliar de forma minuciosa essa região.

A colposcopia é um exame que ajuda na detecção de lesões causadas pelo HPV na vulva, vagina e colo do útero.

A colposcopia foi idealizada por Hinselmann em 1925 e, desde então, vem sendo cada vez mais aperfeiçoada, não só no sistema óptico, mas também a qualidade das imagens e registro fotográfico.

O exame de Colposcopia causa alguma dor?

Posso dizer que o simples fato de ficar em posição ginecológica já é desconfortável e desagradável.

A colposcopia é realizada no próprio consultório e não necessita de anestesia, pois é indolor.

A biópsia, que é a retirada um pedacinho muito pequeno do colo, infelizmente pode causar um desconforto e alguma cólica.

Realizo muitos exames de colposcopia no meu cotidiano, e posso afirmar que a maioria das pacientes refere apenas um pequeno desconforto.

A frase que mais escuto ao final do exame é: “Nossa, estava tão nervosa e o exame foi tão rápido e tranquilo, nem senti dor!”.

Indicações para o exame de Colposcopia

A colposcopia é indicada principalmente para avaliar mulheres com exames de Papanicolau alterados.

Outras indicações da colposcopia incluem:

  • Sangramento persistente após as relações sexuais.
  • Condilomatose (verrugas) genital prévia ou atual.
  • Prurido vulvar crônico.
  • Avaliação da vagina de pacientes que removeram o útero devido uma lesão pré-cancerígena ou câncer invasor do colo do útero.
A importância do exame preventivo de Papanicolau

A olho nu, um colo que tem lesões por HPV, se apresenta como um colo normal, rosinha, sem feridas ou marcas.

O ginecologista não consegue identificar lesões de HPV durante o exame ginecológico de rotina.

Por isso é tão importante a realização rotineira do teste de Papanicolau, o nosso PREVENTIVO. 

E como o nome diz, PREVENTIVO porque serve para a prevenção do câncer de colo do útero.

O preventivo não serve para avaliarmos corrimentos, inflamações ou infecções. O PREVENTIVO serve para rastrear e descobrir, células infectadas e alteradas pelo vírus do HPV.  

A infecção por HPV causa quase que 100% dos cânceres de colo do útero.

Assim, um ginecologista diante de um preventivo alterado irá solicitar uma colposcopia. 

Gestantes podem fazer o exame de Colposcopia?

A resposta é sim.

Porém a biópsia só deverá ser feita em último caso, se o colposcopista observar uma lesão muito relevante, que suspeite de um câncer invasor.

Caso contrário, apenas se observa o colo do útero através do colposcópio.

Evita-se ao máximo realizar biópsias no colo de uma grávida.

Como devo me preparar para o exame?

Não há necessidade de qualquer preparo específico.

Somente solicito que tragam um absorvente ou protetor de calcinha para colocar após o exame, pois o lugol ou o pequeno sangramento causado pela biópsia podem sujar a roupa íntima da paciente.

Posso estar em período menstrual para fazer o exame?

Obviamente, o ideal é que a paciente não esteja menstruada no momento do exame, porém pequeno fluxo não inviabiliza a realização do mesmo. 

Em alguns casos, um sangramento que não para ou episódios de sangramento durante o ato sexual podem ser, inclusive, uma indicação para o exame.

Lesões avançadas de câncer no colo de útero sangram, não podemos nunca deixar de avaliar o colo de uma paciente que não para de sangrar. Além disso, temos que observar se esse sangramento não vem de uma lesão no próprio colo do útero.

Aplicação de ácido acético e iodo lugol no exame

A colposcopia tem como principal objetivo avaliar a origem daquelas células alteradas no Papanicolau. 

O colposcopista utiliza dois reagentes, o ácido acético e o lugol.

Essas soluções químicas irão auxiliar o profissional a identificar e classificar a gravidade das lesões causadas pelo HPV.

Essas soluções permitirão o profissional classificar os achados em NEOPLASIA INTRAEPITELIAL DE BAIXO GRAU (NIC 1) e NEOPLASIA INTRAEPITELIAL DE ALTO GRAU (NIC 2/3).

A importância da biópsia orientada pela Colposcopia

O principal objetivo do exame de colposcopia é selecionar os melhores locais para a realização de biópsias.

A biópsia deverá ser realizada nas áreas onde os achados colposcópicos são mais graves.

Isso requer experiência do profissional, que poderá direcionar a biópsia para um local de maior gravidade e fazer um diagnóstico adequado.

A correlação entre os resultados do exame de Papanicolau, da biópsia do colo do útero e os achados colposcópicos formam um tripé para determinar o tratamento adequado da paciente. 

A importância da tecnologia no exame de Colposcopia

Ter um consultório tecnologicamente adequado e atualizao, com um dos Videoscolposcópio moderno e com um excelente sistema de captura de imagens. Permite realizar e arquivar os exames de colposcopia de forma adequada. 

Pacientes que acompanham comigo há 5 anos ou mais tem seu histórico de exames arquivados de forma digital, na nuvem e em HD externo.

Dessa forma, a própria paciente é capaz de perceber a melhora do seu problema até conquistarmos a cura.

Amo o que faço e vibro com a melhora e cura de cada paciente.

A tecnologia tem se mostrado um grande aliada nos exames para identificação de lesões no colo do útero.

Apresentação de resultado do exame

Segundo a FEBRASGO, o perfeito registro da Colposcopia, através de fotografias e laudo, hoje chamada de Videocolposcopia digital, tem possibilitado o acompanhamento dessas lesões, induzidas pelo HPV, de forma bastante confiável e assim possibilitando condutas mais conservadoras das lesões HPV induzidas.

Escolha do Colposcopista

A experiência médica é fundamental para a realização de um exame rápido, adequado e pouco (ou nada) doloroso para a paciente.

Se você tem indicação para fazer um exame de colposcopia procure um bom serviço, pois este exame necessita de uma experiência muito grande por parte do profissional. 

REFERÊNCIAS:

  1. Apgar B., Brotzman G., Spitzer M. Colposcopia: Princípios e Prática. Atlas e Texto. Segunda edição. Capítulo 7. 129-158
  2. FEBRASGO – Manual de Orientação em Trato Genital Inferior e Colposcopia. 2010
  3. Mayeaux. Tratado & Atlas – Colposcopia Moderna. ASCCP. Capítulo 7. 129-159
  4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Sexually Transmitted Diseases Treatment Guidelines, 2015.  MMWR / June 5, 2015 / Vol. 64 / No. 3 
Sobre o author

Dra. Flávia Menezes

Dra. Flávia Menezes é Médica formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1996 e especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Patologias do Trato Genital Inferior (Colposcopia, Vaginoscopia e Vulvoscopia).