
Coceira persistente, ardência, dor, manchas, mudanças na pele ou pequenas feridas na região íntima podem ter diferentes causas.
Quando esses sintomas aparecem ou quando o médico observa alguma alteração na vulva, uma avaliação mais detalhada pode ser necessária.
É nesse contexto que entra a vulvoscopia.
A vulvoscopia permite examinar cuidadosamente a parte externa da genitália feminina e identificar características que podem ajudar o médico a entender melhor o que está acontecendo.
Essa dúvida é muito comum.
A vulva corresponde à parte externa da genitália feminina e inclui estruturas como os grandes e pequenos lábios, o clitóris e a região ao redor da entrada da vagina.
A vagina, por sua vez, é o canal interno.
Portanto, quando falamos em vulvoscopia, estamos falando principalmente da avaliação da vulva.
A vulvoscopia é uma avaliação detalhada da vulva.
O exame começa pela observação cuidadosa de toda a região. Quando necessário, o médico pode utilizar um colposcópio ou outro recurso de magnificação para observar determinadas áreas com maior aumento e iluminação.
O colposcópio é o mesmo aparelho utilizado durante a colposcopia do colo do útero, mas permanece do lado de fora do corpo e não toca na paciente.
A ampliação permite analisar com mais detalhes características como:
Essas informações, associadas à história clínica da paciente, ajudam a direcionar a investigação.
A vulvoscopia pode fazer parte da investigação de mulheres que apresentam sintomas persistentes ou alguma alteração observada na vulva.
Entre as situações que podem levar a essa avaliação estão:
Existem diversas doenças que podem provocar alterações na vulva, desde condições dermatológicas e inflamatórias até infecções e lesões que precisam de investigação mais cuidadosa.
Por isso, alterações vulvares persistentes não devem ser avaliadas apenas pela aparência ou pelos sintomas.
Em outro artigo explico com mais detalhes quais doenças podem ser investigadas pela vulvoscopia.
Nem sempre.
Esse é um ponto importante.
A vulvoscopia fornece informações valiosas sobre a aparência e a localização de uma alteração, mas algumas doenças podem apresentar aspectos semelhantes.
Por isso, o diagnóstico pode depender da combinação de:
história clínica + exame da vulva + experiência do médico + exames complementares, quando necessários.
Em determinadas situações, pode ser indicada uma biópsia da vulva.
Na biópsia, um pequeno fragmento da área alterada é retirado e enviado para análise no laboratório.
Portanto: vulvoscopia não significa necessariamente biópsia.
A biópsia é realizada somente quando existe indicação clínica.
A magnificação é uma ferramenta útil, mas o aparelho sozinho não faz o diagnóstico.
A vulva pode apresentar doenças dermatológicas, inflamatórias, infecciosas e alterações pré-cancerígenas com manifestações muito diferentes — e, algumas vezes, bastante sutis.
Por isso, além de examinar a região com atenção, o profissional precisa reconhecer os diferentes padrões que podem aparecer na pele e na mucosa vulvar.
Essa experiência também é importante para decidir:
A avaliação moderna da vulva valoriza justamente esse conjunto: inspeção cuidadosa, reconhecimento dos padrões clínicos, magnificação quando necessária e correlação com a história da paciente.
O exame é realizado em consultório, com a paciente posicionada na mesa ginecológica.
Primeiro, toda a região vulvar é observada cuidadosamente.
Depois, quando necessário, utilizo o colposcópio para ampliar determinadas áreas e avaliar melhor características que poderiam passar despercebidas em uma inspeção menos detalhada.
O aparelho permanece afastado do corpo.
Durante o exame, também podem ser observadas outras áreas próximas, dependendo do motivo da investigação.
A duração pode variar conforme o que precisa ser avaliado, mas, em geral, é um exame relativamente rápido.
Durante todo o procedimento, procuro explicar o que está sendo observado e o que está sendo feito, para que a paciente se sinta informada e tranquila.
A simples observação da vulva e o uso do colposcópio normalmente não provocam dor.
Entretanto, algumas mulheres chegam ao consultório com a região muito sensível, inflamada, fissurada ou dolorosa. Nesses casos, a manipulação necessária durante o exame pode causar algum desconforto.
Se houver indicação de realizar uma biópsia, trata-se de um procedimento adicional e geralmente é utilizada anestesia local.
Ou seja, é importante diferenciar: vulvoscopia é o exame da vulva; biópsia é a retirada de um pequeno fragmento quando existe indicação.
Na maioria das vezes, não é necessário nenhum preparo complexo.
Entretanto, dependendo do motivo do exame, pode ser interessante evitar aplicar cremes, pomadas ou outros produtos na vulva imediatamente antes da avaliação, pois eles podem modificar temporariamente a aparência da pele.
Caso esteja usando algum medicamento prescrito para a região íntima, não interrompa o tratamento por conta própria. Pergunte ao médico que solicitou ou realizará o exame se existe alguma orientação específica.
A vulva também pode apresentar doenças que precisam de diagnóstico e acompanhamento.
Coceira persistente, dor, manchas ou feridas recorrentes não devem ser simplesmente consideradas “uma candidíase que sempre volta” sem uma avaliação adequada.
Além disso, algumas alterações importantes podem ser pequenas ou provocar poucos sintomas no início.
Por esse motivo, sociedades médicas internacionais vêm reforçando a importância da inspeção cuidadosa da vulva durante a avaliação ginecológica e da investigação apropriada sempre que alguma alteração persistente é identificada.
Procure seu ginecologista ou um profissional com experiência em doenças da vulva se perceber uma alteração que persiste, especialmente:
Esses sinais não significam necessariamente uma doença grave.
Existem muitas causas possíveis.
O objetivo da avaliação é justamente identificar o que está provocando a alteração e definir, quando necessário, a melhor forma de investigação ou tratamento.
Se durante a sua avaliação ginecológica o seu médico assistente identificou alguma alteração na vulva ou indicou uma vulvoscopia para uma investigação mais detalhada, você pode realizar o exame comigo no Rio de Janeiro.
No consultório, cada detalhe da região vulvar é examinado com atenção, rigor técnico e calma, procurando correlacionar os achados do exame com o motivo do encaminhamento e, quando necessário, definir se alguma investigação complementar deve ser considerada.
Para realizar o exame comigo, é necessário trazer o encaminhamento médico.
O agendamento pode ser feito diretamente pelo WhatsApp do consultório.
Dra. Flávia Menezes
Ginecologista e Colposcopista
CRM RJ: 52.62429-2 | RQE: 51496
Qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC, 2009)
Mais de 30 anos de prática médica dedicada à saúde da mulher (formada pela UFRJ em 1996) e mais de 15 anos de consultório dedicado exclusivamente à colposcopia.