Há muito pouco tempo os convênios começaram a autorizar a realização do exame para detecção da presença do vírus do HPV nas amostras de secreção do colo uterino.

A mesma amostra na qual fazemos o exame de Papanicolau.

Mas infelizmente, isso está destruindo emocionalmente muitas pacientes.

As pacientes chegam com exames de HPV positivos acreditando que terão câncer e que estão doentes.

Sofrem por desconhecer o real valor desse exame.

Fora isso, há casos em que profissionais desinformados submetem a mulher a tratamentos agressivos sem antes mesmo solicitar uma colposcopia.

Toda paciente com teste de HPV positivo tem lesão?

Claro que não. A maioria das pacientes inclusive que apresentam exames detectando o vírus, não têm qualquer lesão.

Pare de sofrer e entenda o que significa um exame de HPV positivo.

O teste de HPV é apenas mais um exame para a prevenção do câncer do colo do útero.

Aqui no Brasil, ele tem sido usado de forma a complementar o exame de Papanicolau.

Esse exame não observa as alterações celulares causadas pelo HPV.

Ele determina a presença ou não do vírus do HPV no colo do útero.

Os testes do HPV fazem o diagnóstico da presença do HPV através da detecção de seu DNA.

É sempre bom lembrar que o maior causador de câncer do colo uterino é o vírus do HPV.

O exame preventivo serve para rastrear as células alteradas pela ação do vírus HPV.

Mas como qualquer exame, o exame de Papanicolau tem um percentual de erro.

Para diminuir as chances, temos mais uma tecnologia nas mãos, o teste do HPV.

Quais os testes de HPV disponíveis no Brasil?

No Brasil, estão comercialmente disponíveis a Captura Híbrida, a hibridização in situ e a reação em cadeia de polimerase (PCR – Polymerase Chain Reaction).

A captura híbrida é a mais difundida em nosso meio.

Qual teste de HPV, eu, Dra. Flávia Menezes, solicito no meu consultório?

Eu solicito o PCR para HPV de alto risco com GENOTIPAGEM.

O PCR tem a grande vantagem de nos informar qual o tipo de HPV presente naquela paciente.

O teste de PCR para HPV de alto risco determina se aquela paciente está infectada pelo HPV 16 e/ou 18, ou se a paciente apresenta um tipo de HPV diferente dos tipos 16 e/ou 18 (HPV TIPO NÃO 16 e/ou 18).

E qual a importância disso?

Os subtipos de HPV 16 e 18 são os responsáveis por aproximadamente 70% dos cânceres do colo do útero.

Assim, diante de um resultado detectando HPV 16 e/ou 18, eu, como colposcopista, manterei essa paciente sob uma vigilância maior.

Afinal, eu não tenho que ter medo do HPV, eu tenho que rastrear lesões causadas por ele.. Eu estou “na frente dele”, pois sei que ele está lá.

Manterei essa paciente num acompanhamento mais próximo rastreando possíveis lesões que esse vírus venha a fazer.

O que não podemos deixar acontecer é não fazermos o diagnóstico de lesões de alto grau, que quando não tratadas adequadamente podem causar o câncer do colo do útero.

As lesões de alto grau causadas pelo HPV tem cura!

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